O COLOSSO BRASILEIRO

A alcunha de 'gigante adormecido' é um estigma a ser quebrado. Aspectos geográficos, abundância de recursos naturais, valor quantitativo e qualitativo da sua população e capacidade industrial, são caracteres que aliados a uma política nacionalista viabilizam ao Brasil, condições de tornar-se uma super potência mundial.

Os fundamentos geográficos do poder nacional como sua extensão, forma, posição do território, clima, relevo, oferecem fatores excepcionais para o pleno aproveitamento e desenvolvimento do corpo nacional.

O Brasil é o 5° maior país do mundo, o 4° em extensão territorial, mas, o Brasil pode ser considerado o segundo país do mundo quanto à área habitável, porque "o Brasil não possui nenhuma parte que seja verdadeiramente anecumência, impossível de ser ocupada pelo homem." Nenhuma alta montanha, nenhum deserto completo, nenhuma grandes estepe fria. Praticamente não há regiões que caiam menos de 300mm de chuva ( o limite das zonas desérticas é de 250mm), nada de geleiras ou neves eternas. Sendo apenas superado pela vastíssima Rússia". "todos os quilômetros quadrados têm aqui um verdadeiro valor de futuro. O Brasil é de todos os países do mundo, aquele que tem o maior potencial considerável de espaço".

No mar, nossas fronteiras se estendem numa faixa de 200 milhas de largura, medidas a partir do litoral, na qual o país exerce direitos sobre os recursos econômicos existentes na água, no solo e subsolo marinhos. Em determinados casos, dependendo da configuração da plataforma continental, a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) pode estender-se até 350 milhas (cerca de 650 Km) da costa, como ocorre em vários trechos do nosso litoral. Esse fenômeno faz com que a nossa ZEE ocupe uma área de cerca de 4.500.000 Km², colocando grande quantidade de recursos em nossa jurisdição.

A extensão territorial é um fator geográfico de grande importância para a defesa nacional. Nas palavras de Monteiro Lobato: "grandes países, são invencíveis". Há razões para essa afirmação: cumpre-nos ressaltar, especificamente, a proteção proporcionada por um território vasto contra as ações militares inimigas. Relembramos, nesta oportunidade, os históricos fracassos das tentativas de conquista da Rússia por Napoleão e Hitler que são sempre citados como exemplo de vantagem estratégica dos grandes espaços, permitindo a defesa em profundidade. No que se segue o exemplo que reforça a afirmativa, o caso da Alemanha e da Inglaterra na Segunda guerra. A dependência de alimentos básicos de origem externa acarretava implicações diretas de natureza militar. A Inglaterra, produzindo somente 30% dos alimentos que consumia, via-se obrigada a conservar abertas rotas marítimas indispensáveis ao suprimento de alimentos vitais à sua própria sobrevivência. Do mesmo modo a Alemanha, deficitária em gênero alimentícios, era obrigada a perseguir três fins principais, separadamente, ou em conjunto; a) obter uma vitória rápida, antes que esgotassem as suas reservas de alimentos; b) conquistar as grandes áreas produtoras dos países vizinhos e c) destruir o poder naval britânico que lhe impedia o acesso às fontes de alimentos.

Do ponto de vista geográfico também é importante assinalar que hoje são os países com grande território aqueles que começam a pesar mais na balança do poder. São os chamados países continentais, tais como os EUA e a Rússia, prevendo-se a possível transformação em poder mundial da China, da Índia, do Canadá e do Brasil.

Todo este vasto território, abrange importantes reservas de recursos naturais como: A terra, Biomassa, minerais e fontes energéticas. A terra (solo), propicia o Brasil como o país de maior área agricultável do mundo., com produção durante todo decorrer do ano, ao contrário das regiões temperadas que durante 3 meses decorrentes do inverno cessam a produção. A Biomassa aqui encontrada não tem paralelos no mundo, variedade de plantas e animais que viabilizam matéria prima abundante para indústrias bioquímicas, como mesmo, ramos voltados ao extrativismo vegetal a ser realizada de forma racional. Águas, como disse Pero Vaz Caminha: "...são muitas; infinítas...", a Bácia Amazônica, maior bacia hidrográfica do mundo, que somado as demais e outras reservas garantem ao país a maior reserva de água potável do planeta. Dos 'minerais estratégicos' que dependem do estrangeiro, relevante a indústria, somente o petróleo e o cobre estão na pauta de importação, emuito em breve espera-se alcançar a auto-suficiência petrolífera, quanto ao Cobre, há grande reserva desse mineral na Bahia, importa-se ainda por falta de um direcionamento extrativo. Quanto as fontes energéticas, o potencial hidroelétrico brasileiro é superior a 150.000 MW, o segundo maior do mundo somente atrás da Rússia. A energia nuclear tem destacada importância para o país. O Urânio matéria prima básica, cerca de 11.000 toneladas já fazem parte de nossas reservas, havendo ainda grandes jazidas no Ceará. O petróleo e seus derivados como já foi citado... dentro em breve Ter-se-á completa auto-suficiência.

A população brasileira, já alcança hoje um grande contigente populacional, permite assim, uma incessante reposição de homens num cenário de guerra, provocando enormes dificuldades para a plena ocupação do agressor. A China se vale enormemente desse recurso para manutenção de suas defesas, durante a 'Guerra do Vietnam', também foi fator decisivo dos Vietinamitas para a manutenção e sucessos de suas forças contra os EUA.

Esse contingente populacional se traduz também em mercado consumidor, o maior de todo o hemisfério austral. Possibilita mercado garantido para os produtos nacionais bastando para isso o aumento do poder aquisitivo da população e a restrição das importações.

A capacidade industrial, é proporcional ao mercado consumidor que abrange e a estrutura que a condiciona. O poder nacional de um estado é hoje profundamente determinado pela sua capacidade industrial. Nenhum país pode aspirar a uma situação, se não de hegemonia ou de liderança, pelo menos de completa igualdade e respeito pelas grandes potências mundiais, sem afirmar-se como um poder industrial. Por isso, da completa exploração e utilização dos recursos do solo e do subsolo de uma nação, de sua capacidade tecnológica, depende o fortalecimento do poder nacional.

O poder industrial brasileiro a muito já permite a autonomia tecnológica do parque industrial brasileiro da tecnologia importada. O Brasil situa-se num nível de tecnologia clássica , detendo tecnologia de ponta n´alguns setores. No ramo de telecomunicações o domínio é total! A Embratel quando estatal era a Quinta maior empresa de telecomunicações do mundo, apesar de acusada pelos neoliberais de ineficiente e provocar o atraso tecnológico... Um patrimônio avaliado em 120 bilhões de dólares, doada por míseros 22 bilhões, e nossa tecnologia entregue de mãos beijada aos estrangeiros. Sobre nosso potencial industrial e tecnológico, nos fala melhor Aloysio Biondi: " A petrobrás ganhou títulos mundiais de campeã no desenvolvimento de técnicas para perfurar poços no fundo do mar , em grandes profundidades, quilômetro abaixo da superfície. E, graças a elas, descobriu poços capazes de produzir 10 mil barris de petróleo por dia. Cada poço . Recordes fabulosos que somente são igualados pelos poços de países árabes. A Vale do Rio Doce , antes mesmo da privatização , já era a maior exportadora de minério de ferro do mundo. E uma de suas empresas subsidiárias, a Docegeo, pesquisou e fez um mapeamento dos minerais existentes no Brasil inteiro. Foi convidada a realizar pesquisa equivalentes em outros países. Graças à sua tecnologia, a Vale do Rio Doce descobriu, em plena selva amazônica , em Carajás, a maior província mineral do mundo, com jazidas não só de ferro, mas de grande variedade de minérios, inclusive ouro...

A Embraer, estatal fabricante de aviões, sempre foi a única indústria aeronáutica existente em um país menos desenvolvido - fora do circuito dos países ricos, com tradição na área - e capaz de roubar mercado das empresas multinacionais no filão que explora, isto é, a produção de aviões de porte médio. Na área de telecomunicações, a Telebrás mantinha desde os anos 70 um Centro Tecnológico, em Campinas, responsável por pesquisas que resultaram na produção de equipamentos com tecnologia de ponta, que fabricantes nacionais passaram a exportar para outros países.

Sobram exemplos como esses para mostrar que são descabidas as afirmações, repetidas na campanha de desmoralização das estatais, de que elas seriam ineficientes e incapazes de desenvolver tecnologia propria." .

O poder industrial brasileiro é mais surpreendente ainda no que tange às chamadas tecnologias estratégicas, como a tecnologia nuclear. Pode-se dizer que o Brasil já domina a tecnologia nuclear, suas ultracentrífugas, onde o urânio é enriquecido são as mais modernas do mundo. " - Elas giram levitando " como explica o almirante Ivan de Aquino Vieira, diretor do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP). O detalhe é que: todas as máquinas usadas no processo são produzidas pela industria nacional com tecnologia nacional , utilizando inssumos e urânio nacionais. Porém o primeiro grande passo da pesquisa nuclear no Brasil, em seu estágio atual, foi a construção de um reator nuclear. Num esforço conjunto da Marinha, dos cientistas da USP e da indústria brasileira. Analisando e pesquisando os resquícios de Angra I e II, os técnicos brasileiros estudaram e desenvolveram tecnologia própria, e o resultado foi o domínio do átomo. O esforço tecnológico que levou a isto, abrangeu diversas áreas da engenharia, incluindo o desenvolvimento de ligas metálicas de alta resistência mecânica, materiais compostos, bomas de baixo e alto vácuo, detectores de vazamento, vacometros, medidores de vazão, epectrômetro de massa, vávulas, compostos organofluorados, usinas especiais, superímãs, medidores de pressão e outros componentes que tem grande aplicação em diversas indústrias, como por exemplo: química fina, alimentícia, farmacêutica, de embalagens, eletroeletrônicas, petroquímicas, aromáticas, etc...

O empenho da Marinha esta mais diretamente ligado no que visa a construção do submarino nuclear brasileiro. Que na cabeça dos técnicos, nos projetos, nas maquetes, na tecnologia disponível, o submarino nuclear já é uma realidade, faltando só tempo e dinheiro para que essa realidade tome forma. O Brasil integra um seleto grupo de 7 países do mundo capaz de construir submarinos, o único do hemisfério austral.

No setor Aeroespacial a participação do Brasil é de destaque, novamente esta no seleto grupo de países com tecnologia para construir e por em órbita satélites de telecomunicações e variantes... bem como desenvolver foguetes de 8 estágio, tecnologia suficiente para fabricação dos temíveis mísseis intercontinentais.

Esta o Brasil num estágio suficiente para suprir a demanda do nosso mercado interno. Ainda que, se em algum setor, nossos produtos não forem competitivos aos de fora... Com o protecionismo econômico nossos produtos torna-se-iam progressivamente melhores e mais competitivos.

Hoje são os países com grande território aqueles que começam a pesar mais na balança do poder. São os chamados países continentais, tais como os EUA e a Rússia, prevendo-se a possível transformação em poder mundial da China, da Índia, do Canadá e do Brasil. Faz-se assim, cumprir o mais dramático e ousado dever que a história viu atribuir-se a uma coletividade , de um povo que tomou a seus ombros uma das mais extraordinárias tarefas de povoar e civilizar as terras que conquistou e sobre um dos mais ricos territórios do mundo , erigir a maior Nação que a face desse planeta esta por conhecer. Profetizada no imaginário sebastianista ibérico como o surgimento do "Quinto Império". Que virá no despertar do Leão ( o salvador), àquele que derrotará o império da águia (outrora o império romano, numa analogia os EUA), libertando o homem do sofrimento e da injustiça.