Expulsão dos Franceses de Sergipe

Em Itamaracá os franceses tiveram que abandonar as posições fortificadas na baía da Traição, mais não abandonaram suas pretensões sobre o Brasil. Aquela mesma gente batida no Rio de Janeiro, batida no Recife, apesar da dura experiência, ainda não desistiu e, em parte, voltou para as paragens do rio Real(Sergipe) onde, desde de sempre, franceses comerciavam com o gentio. Então, tornou-se mais intenso o movimento, mais formais e cordiais as relações. Havia estabelecimentos permanentes com todas as suas conseqüências – alianças de sangue com as gentes das aldeias, cruzamentos... A luta para conquistar definitivamente aquele pedaço do Brasil não teve o seguimento, nem a intensidade da Paraíba, mas foi além no tempo. E era tão sólida a posição dos franceses no rio Real, que eles pensaram em dar,com aquele gentio, o grande golpe no poder do português atacar e tomar a Bahia.     

Em 1589, nomeia-se como capitão da campanha o capitão Cristóvão de Barros, que organizou suas forças e confiou a Álvares Rodrigues e Rodrigo Martins a chefia de 4.150 homens, e com eles investem contra os inimigos muito mais numerosos, e que estavam a ponto de derrota-los, quando acodiu Cristóvão de Barros com sua tropa e artilharia.

Fortificara-se o inimigo na várzea do Vaza-Barris, sob o comando do morubixaba Mbapeva, que contava com 20.000 flecheiros, distribuídos em 3 tranqueiras, Investiu Cristóvão de Barros e sua gente contra essas cercas, ao mesmo tempo que abria as suas trincheiras e procurava cortar a água do inimigo.  Mbapeva percebendo que não conseguiria vencer o assédio, simulou a retirada de 2 das tranqueiras, se concentrando na terceira. Até que Mbapeva decide sair a campo contra os luso-brasileiros, acometidos de surpresa. Reagio Cristóvão de Barros com sua gente, obrigando-os a recolher-se a tranqueira, onde também entraram matando cerca de 1.600 e aprisionando uns 4000, que não lograram fugir para o sertão.  

Em 1593, reforçadas com contingentes que chegam, os franceses oferecem combate aos portugueses, nas águas do Rio Real, e são batidos por Tomé da Rocha. 

E ainda não é definitiva a eliminação, pois que, em 1595, recomeça a luta, com maior perigo: uma esquadra poderosa, destinada a atacar a Bahia, destaca parte dos navios para reforçar um estabelecimento no Rio Real, onde a expedição do célebre Pão de Milho chegou a descer para ser, finalmente, batido por Diogo Quadros, num desenvolvimento de lutas que só terminam em 1596. Resta ainda, alguma coisa; e só no primeiro ano do Séc. XVII são, definitivamente, eliminados de Sergipe os renitentes adversários.